Projeto de Carbono no Corredor de Biodiversidade Emas – Taquari

<p align="justify">O Projeto de Carbono no Corredor de Biodiversidade Emas &ndash; Taquari est&aacute; localizado no entorno dos Parques Estadual das Nascentes do rio Taquari (PENT) e Nacional das Emas (PNE), que s&atilde;o &aacute;reas protegidas, que desempenham um papel importante para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade na regi&atilde;o. O Corredor Emas &ndash; Taquari recobre paisagens do Cerrado e do Pantanal, estende-se do sudoeste de Goi&aacute;s at&eacute; o centro-norte do Mato Grosso do Sul e possui a mais alta taxa de desmatamento de todo Cerrado, 4,5% de 2002 a 2004. Neste contexto, o projeto pretende reflorestar <strong>588,9</strong> <strong>hectares</strong> com esp&eacute;cies nativas do Cerrado. No futuro, as &aacute;reas privadas ser&atilde;o transformadas em Reserva Legal, de acordo com o artigo 16 do C&oacute;digo Florestal Brasileiro, lei 4.771/65, e tamb&eacute;m aproveitadas para o uso m&uacute;ltiplo n&atilde;o madereiro, &aacute;s &aacute;reas reflorestadas no PENT, permanecer&atilde;o protegidas pelas leis que regem e salvaguardam as Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o (UC).</p><p align="justify">O <em>Projeto de Carbono no Corredor de Biodiversidade Emas &ndash; Taquari</em> foi concebido para alinhar estrat&eacute;gias diferentes, a fim de apoiar os aspectos ambientais e sociais, aderindo atividades de reflorestamento, conserva&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da conex&atilde;o de fragmentos remanescentes de Cerrado, combate aos inc&ecirc;ndios florestais, capacita&ccedil;&atilde;o das comunidades locais na gest&atilde;o sustent&aacute;vel, bem como educa&ccedil;&atilde;o ambiental. O reflorestamento, workshops e cursos de forma&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o realizados pela proponente do projeto junto com institui&ccedil;&otilde;es parceiras.<br />&nbsp;<br />A combina&ccedil;&atilde;o de recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas, conserva&ccedil;&atilde;o e compromisso social nas comunidades envolvidas no projeto trazem para a regi&atilde;o a possibilidade do surgimento de um novo paradigma em termos de desenvolvimento e gera&ccedil;&atilde;o de renda, reduzindo o uso do fogo como ferramenta de manejo e possibilitando o aproveitamento dos produtos da biodiversidade como alternativa sustent&aacute;vel de gera&ccedil;&atilde;o de renda. </p><p align="justify">A aus&ecirc;ncia das atividades do projeto implicaria na redu&ccedil;&atilde;o das possibilidades da comunidade beneficiada pelo projeto em participar na capacita&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de conhecimentos sobre a conserva&ccedil;&atilde;o do Cerrado e uso adequado de seus recursos naturais. Al&eacute;m disso, seriam exclu&iacute;dos dos benef&iacute;cios o apoio e a forma&ccedil;&atilde;o das brigadas de inc&ecirc;ndio local. Na aus&ecirc;ncia do projeto, o uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo nas &aacute;reas mapeadas para o plantio tendem a manter inalterados seus atuais estoques de biomassa.&nbsp; </p><p align="justify">O atual modelo de desenvolvimento da regi&atilde;o baseado em grandes &aacute;reas de monocultura tecnificada, tem levado a regi&atilde;o a uma sistem&aacute;tica perda da cobertura vegetal e redu&ccedil;&atilde;o dos estoques de carbono da vegeta&ccedil;&atilde;o e do solo. Al&eacute;m disso, essas atividades contribuem com a emiss&atilde;o de carbono, bem como de outros gases, associados aos fertilizantes e a pecu&aacute;ria. </p><p align="justify">Com impacto direto do projeto, espera-se que o reflorestamento retire da atmosfera em 30 anos cerca de <strong>206.144,60 t CO2e</strong>.</p><p align="left"><strong>Confira no site do projeto mais informa&ccedil;&otilde;es:</strong> <a href="../carbono" target="_blank" title="site">http://www.oreades.org.br/carbono </a></p>